Ainda de "ressaca" da MAX, pareceu-me interessante apresentar um conceito que foi avançado pelo Kevin Lynch na keynote de abertura da MAX e que me parece vai determinar em larga medida a forma como se vai desenvolver software nos próximos tempos.
O conceito em si não é nada de novo e, como acontece na maioria dos casos, inúmeras aplicações no mercado já o utilizam. No entanto, a formalização com um nome específico dá-lhe um ar oficial que o coloca ao nível de conceitos como "cliente-servidor" e "web application".
Este conceito diz respeito à forma como as aplicações cada vez mais tendem a comunicar com origens de dados. De um paradigma em que a grande maioria das aplicações possuem uma origem de dados bem definida (normalmente associada apenas com essa aplicação), passa-se para a conexão com diversas origens de dados diferentes que podem ser disponibilizadas por terceiros em qualquer parte do mundo dando corpo ao conceito de "cloud computing".
O que tornou isto possível foi a disponibilização de dados e até mesmo lógica através da publicação de web services que estão disponíveis para conexão utilizando protocolos standard bem definidos e que podem ser consumidos por uma infinidade de tecnologias tanto de cliente como de servidor.
Um exemplo clássico deste tipo de aplicações são os famosos mashups (quem ainda não fez um mashup?). O que esta apresentação do Kevin traz de especial é que ela foi inserida no seio de uma keynote que pretendia ser "séria" e que avançava a visão da Adobe para a evolução da programação. Não foi uma qualquer sessão de show-off em que pretendia apresentar as potencialidades de uma qualquer tecnologia ou plataforma. E eu acredito que realmente as coisas vão começar a ser feitas desse modo. A regra de ouro "se alguém na empresa já escreveu código para fazer isso, porque deverei eu escrevê-lo de novo?" passará a ser "se alguém na internet já escreveu e publicou um serviço para fazer isso....".
Será que, mais uma vez, a Adobe cunhou um conceito que vai "pegar" (tal como a Macromedia fez com o conceito RIA)? Será que este tipo de aplicações vão sair do âmbito das aplicações sociais e de entertenimento e vão invadir o mercado empresarial? Acho que só o futuro poderá responder a estas perguntas. O que é que vocês acham?